sábado, 27 de abril de 2013

A FARRA DO CABIDE DE EMPREGO NO SERVIÇO PÚBLICO.


A FARRA DO CABIDE DE EMPREGO NO SERVIÇO PÚBLICO.

Matéria de capa de hoje 27-04-2013 no Jornal do Comércio.
A solução do impasse gerado no fator de reajuste dos servidores públicos só será resolvida quando os governantes pararem de utilizar o serviço público como cabide de empregos, é necessário aplica ruma regra geral que tem de ser utilizada por todos os entes federativos.
Acredito que 80% de todos os cargos do serviço público devam ser ocupados por servidores concursados, deixando 20% para comissionados e contratados, só assim poderíamos ter remunerações atrativas para reter os profissionais, como pode um médico receber salários de até R$ 8.000,00 enquanto engenheiros e procuradores recebem R$ 1.200,00, sem contar com o professor recebendo R$ 1.567,00 de piso nacional, onde há cidades e estados que não pagam o piso ou descumprem a Lei pagando o piso com a unificação das gratificações.
O postulante a presidente e atual governador do Estado de Pernambuco, o Sr. Eduardo Campos, está hoje em evidência, com o belíssimo discurso de enxugar e melhorar a máquina pública. Espero que não seja da mesma forma que fez no Estado de Pernambuco nos seus 2 mandatos, a farra da criação de cargos durante seu governo é absurda,  só sendo superada pelos municípios.
Creditam aos Servidores Públicos fama de que ganham muito e não produzem, que são escorões, que não querem trabalhar. Isso é a mais pura balela. O Servidor é desmotivado pela situação imposta a ele, ver pessoas que não tem compromisso com a Cidade, Estado ou País, chegar e ocupar cargos com vencimentos maiores que o normal para suas aptidões, sem prestar concurso público, enquanto os nossos vencimentos são desvalorizados ano a ano por não poderem ser indexados ao reajuste do Salário Mínimo, ou ter o próprio índice de reajuste com regras próximas da aplicada para o SM, junto com os bondes da alegria que vem efetivando pessoas que não prestaram Concurso Público em muitos cargos. Isto é uma afronta a nossa Carta Magna.
Até quando isso vai acontecer? Será que os órgãos competentes não sabem que hoje mais de 60% da despesa com pessoal das Prefeituras e Câmaras de Vereadores de todo o Brasil são ocupados por Contratos e Cargos Comissionados?
Sindicatos acordem, os argumento que vcs estão utilizando precisam apenas de uma pequena observação de dados, o convencimento se dá com números e mobilização.

Carlos Aurélio
Servidor Público, Sindicalista, Consultor de Dados Sindicais.
carlossaazevedo@gmail.com