segunda-feira, 17 de junho de 2013

O País do futebol!



Brasil o País das chuteiras, que gira em torno do futebol. País onde construir e reformar estádios com o suado dinheiro do povo e uma constante. Maracanã, Castelão, Fonte Nova, Mineirão, Arena Pernambuco, entre outras empreitadas realizadas pelo dinheiro público, pelo dinheiro público porque os grandes beneficiados, os clubes desorganizados que não tem capacidade administrativa para construir ou reformar seus próprios estádios, os mesmo clubes que ganham rios de dinheiro com negociação de jogadores, patrocínio, arrecadação, loteria, venda e licenciamento de artigos esportivos com a sua marca. Porque nós que trabalhamos diariamente e recolhemos nossos impostos temos de bancar essa farra? Porque estamos dando prioridade a um esporte tão rico que deveria poder se bancar e esquecemos da saúde pública, da educação, do transporte coletivo, da segurança, da moradia, da inclusão social, ...
Realmente quanto custa uma copa do mundo? Quanto custa uma olimpíada? Será que vai valer a pena o investimento que está sendo feito? Se utilizássemos 1/3 do que foi investido em saúde e educação, qual seria o resultado nos anos seguintes?  
Vem a lembrança da bela estória, é estória mesmo, de que o investimento feito para o Pan do Rio seriam utilizadas até mesmo para a possível olimpíada que estávamos tentando trazer para o Brasil. Doce ilusão, com um estádio novo dentro dos padrões da FIFA, o Engenhão acabou virando um problemão, A vila olímpica que seria um bom investimento de moradia está hoje desvalorizada e quem investiu está arrependido.
Tudo isso porque não estamos preparados para sediar tais eventos, não que o povo brasileiro não os mereça, mas porque temos de priorizar saúde, educação, segurança, transportes coletivos, inclusão social e principalmente o nosso povo.
Copa é pra ricos, não vi nenhum pobre nas imagens da televisão, cadê os ingressos que seriam destinados aos cidadãos que nem ao menos fazem 3 refeições diárias?  Vi amigos que pagaram quase meio salário mínimo para assistir a uma partida de 2 seleções que não estavam nem ai para nosso País, os nossos vizinhos Sulamericanos ainda reclamaram porque não tiveram condições de treinar, reclamem quando não puderem comer, ou quando estiverem em nosso transporte coletivo que graças a intervenção dos batedores da Polícia Federal escalados para abrir caminho para as delegações, tiveram seus martírios majorados.
Não dá pra ficar calado diante de tanta farra, meus impostos são para o povo brasileiro e não para a farra de nossos governantes.

Carlos Aurélio
Brasileiro revoltado com isso tudo!

sábado, 27 de abril de 2013

A FARRA DO CABIDE DE EMPREGO NO SERVIÇO PÚBLICO.


A FARRA DO CABIDE DE EMPREGO NO SERVIÇO PÚBLICO.

Matéria de capa de hoje 27-04-2013 no Jornal do Comércio.
A solução do impasse gerado no fator de reajuste dos servidores públicos só será resolvida quando os governantes pararem de utilizar o serviço público como cabide de empregos, é necessário aplica ruma regra geral que tem de ser utilizada por todos os entes federativos.
Acredito que 80% de todos os cargos do serviço público devam ser ocupados por servidores concursados, deixando 20% para comissionados e contratados, só assim poderíamos ter remunerações atrativas para reter os profissionais, como pode um médico receber salários de até R$ 8.000,00 enquanto engenheiros e procuradores recebem R$ 1.200,00, sem contar com o professor recebendo R$ 1.567,00 de piso nacional, onde há cidades e estados que não pagam o piso ou descumprem a Lei pagando o piso com a unificação das gratificações.
O postulante a presidente e atual governador do Estado de Pernambuco, o Sr. Eduardo Campos, está hoje em evidência, com o belíssimo discurso de enxugar e melhorar a máquina pública. Espero que não seja da mesma forma que fez no Estado de Pernambuco nos seus 2 mandatos, a farra da criação de cargos durante seu governo é absurda,  só sendo superada pelos municípios.
Creditam aos Servidores Públicos fama de que ganham muito e não produzem, que são escorões, que não querem trabalhar. Isso é a mais pura balela. O Servidor é desmotivado pela situação imposta a ele, ver pessoas que não tem compromisso com a Cidade, Estado ou País, chegar e ocupar cargos com vencimentos maiores que o normal para suas aptidões, sem prestar concurso público, enquanto os nossos vencimentos são desvalorizados ano a ano por não poderem ser indexados ao reajuste do Salário Mínimo, ou ter o próprio índice de reajuste com regras próximas da aplicada para o SM, junto com os bondes da alegria que vem efetivando pessoas que não prestaram Concurso Público em muitos cargos. Isto é uma afronta a nossa Carta Magna.
Até quando isso vai acontecer? Será que os órgãos competentes não sabem que hoje mais de 60% da despesa com pessoal das Prefeituras e Câmaras de Vereadores de todo o Brasil são ocupados por Contratos e Cargos Comissionados?
Sindicatos acordem, os argumento que vcs estão utilizando precisam apenas de uma pequena observação de dados, o convencimento se dá com números e mobilização.

Carlos Aurélio
Servidor Público, Sindicalista, Consultor de Dados Sindicais.
carlossaazevedo@gmail.com

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Momento eleitoral

Hora de desmontar os palanques e seguir a vida. A grande maioria dos partidos segue seu rumo organizando a casa, os eleitos se preparam para a nova jornada, os não eleitos vão contabilizando suas despesas. Nunca se viu tanto abuso econômico como nesta eleição. As campanhas foram verdadeiras superproduções visando induzir os eleitores a escolher pelo apelo midiático, A campanha da Capital de PE foi um golpe de mestre do Governador, rachou o PT sem que seus dirigentes enxergassem isso, depois lançou um candidato de proveta, que devido a uma estratégia de marketing gigantesca e muito competente, somada a milhões em propaganda, alavancaram o candidato de 4º colocado para a vitória no 1º turno. Campanhas arrojadas de esquerda sem nenhum apoio financeiro. São estes heróis que temos de aplaudir, por ter a hombridade de lutar por um ideal, a militância que os acompanhava, brandava que estavam na rua por um ideal, não ganhavam nenhum Real! Foi lindo, ver o sentimento Socialista aflorar nas pessoas, onde o PSOL teve candidatos saiu vencedor por ter sido votado por pessoas que não aceitam mais essa política nojenta que vem tomando conta do nosso País.
Espero que sirva de exemplo a coragem de todos os companheiros que sem medo foram as ruas apresentando suas propostas visando a melhoria de suas cidades.
Que o exemplo da Primavera Carioca venha a proliferar novos ares na política local. Marcelo Freixo mostrou como se fazer política sem sujar sua vida.
De antemão já começo a gritar Marcelo Freixo para Presidente!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Militante contrariado

A tendência do militante de quando contrariado focar o fogo para todos os lados, tem de ser tratada com severidade, as divergências internas existem pelo simples motivo da pluralidade das ideias dos que compõem a luta. Uma derrota hoje não significa o fim do mundo, significa que a estratégia utilizada não foi boa o suficiente para o atingimento do objetivo. O entendimento popular do socialismo tende a ser vagaroso e com isso muitos anseios individuais acabam surgindo e atropelando a cadeia de ações necessária para esta mudança. Não é fácil lutar para difundir o socialismo em um pais dominado pela minoria capitalista, que não tem o minimo escrúpulo de se favorecer da grande parte da sociedade que não sabe, ou não quer saber, que é manipulada acabando por achar que também é capitalista, vivemos uma situação fictícia onde o governo usa o nosso dinheiro sob forma de projetos sociais de cunho eleitoral para a manutenção de seus grupos políticos.


Carlos Aurélio

O abismo entre Esquerda e Direita.

A grande diferença existente na nossa política, e evidenciada nos abismos entre os partidos de esquerda e direita, as campanhas milionárias dos partidos das bases governistas contrastam com as enxutas campanhas dos partidos de esquerda que se opõem a tudo que é praticado pelas siglas que deveriam defender o povo.
A cooptação dos bons quadros dos partidos de esquerda seduzidos pelos encantos de alguma estrutura de campanha, vem atrapalhando a construção dos partidos, que vêem seus quadros sendo reduzidos, pelos militantes que não tem o perfil combativo. É preciso uma reciclagem em nossos processos, a manutenção dos quadros é necessária, mas a ampliação tem de ser uma tarefa diária de todos os militantes, seja no Movimento Estudantil, no Movimento das mulheres, no Movimento dos Sem Terra, em todos os segmentos combativos da sociedade organizada.
Precisamos sair da zona de conforto e tornar a nossa bandeira respeitada e cobiçada, o fortalecimento do nosso Partido depende única e exclusivamente de nos.

Carlos Aurélio
Militante do PSOL.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O internismo dos partidos políticos.

O internismo dos partidos políticos é algo que demanda tanto tempo e esforços que acaba por atrapalhar a construção de programas e ideias a serem implementadas no meio político.
Precisamos resolver as questões internas de forma objetiva para podermos dar a atenção necessária para sociedade.
Por isso a necessidade de formação dos núcleos com seus militantes dispostos com tarefas especificas visando a construção e manutenção da organização partidária de forma eficiente, evitando assim a sobrecarga de funções desempenhadas por poucos dos militantes, já que somos um partido de massa, onde tanto o militante virtual como o militante de luta tem o mesmo peso nas decisões, precisamos formar novas figuras para que o povo veja o nosso PSOL como um partido sem caciques, isso sim vai nos diferenciar dos demais partidos.
Acredito que em breve este meu pensamento poderá ser debatido como tese no próximo Congresso Nacional do PSOL.
Acredito que estarei lá e possivelmente defenderei uma tese construída dentro do InterNúcleos do PSOL PE.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

PSOL - A minha bandeira!

Acabei de bar um novo passo em minha vida, a opção pela vida politica, que tanto retardei agora é uma ralidade, optei por militar em um partido que defende a bandeira socialista, por não concordar com muito do que é realizado hoje em nosso País, escolhi o PSOL para desenvolver um trabalho que acredito que seja o melhor para nossa sociedade. 

A convite do companheiro André Justino, figura que hoje faz parte do meu rol de amigos, amigos estes que defendo a ferro e fogo, adentrei na militância do PSOL com a responsabilidade de ajudar na construção do partido em Abreu e Lima, no Litoral Norte o PSOL só existia em Olinda e Paulista. Logo de cara, somos surpreendidos com um movimento de renovação na cidade, o nome do partido foi de cara ligado ao nome de Amélia Salviano, seguimos para entender o caso e nos reunimos com ela em sua residência. 

Foi excelente, depois de 3 encontros, Amélia Salviano e um grupo novo que surge na cidade, composto de elementos de todas as classes sociais, disposto a lutar para renova a politica local. André e Eu saímos satisfeitos, o PSOL começa em Abreu e Lima e já tem um grupo forte com grande perspectiva de superar Olinda e Paulista. 

Sou surpreendido por um grupo politico encabeçado pelo amigo Adilson Alves ex vereador do municipio, o mesmo me procura depois que alardeamos que Amélia Salviano seria nossa pré candidata a Prefeita da Cidade, nos reunimos e a proposta de seguir junto a uma série de pré candidatos que não representam mudança alguma é rechaçada pro mim e pelo companheiro André Justino, no dia seguinte, outra reunião desta vez com a participação do Presidente do PSOL de Paulista, novamente não chegamos a um entendimento, depois de uma discussão acalorada,   mosto a disposição de se preciso disputar o partido dentro da disputa interna.

Vem o grande dia, com a presença dos companheiros Leandro Recife e Joaquim da /Executiva Nacional e André Justino do PSOL de São Lourenço da Mata, realizamos a 1ª reunião do PSOL na cidade, com o ato de filiação e a fundação do Núcleo General Abreu e Lima, o PSOL é definitivamente inserido em Abreu e Lima.

Enviamos a ata de fundação e como eramos o único Núcleo na cidade fui eleito Presidente do Partido na comissão provisória, enviamos as fichas e a ata para a Estadual do PSOL.

Até então tudo tranquilo, mas vem a surpresa, outro grupo começa a trabalhar na cidade, e para a nossa surpresa a comissão provisória é de cara entregue para seus membros, começamos o internismo do partido, internismo este que atrapalha muito a construção do partido, o Arbitro Conciliador e Cantor Gospel Ezequias Oliveira é nomeado Presidente do PSOL Abreu e Lima e se lança pré candidato a prefeito. O PSOL Abreu e Lima já inicia suas atividades com uma disputa interna para a prefeitura da cidade, que beleza já começamos bem. 

Este embate interno se desenrola de outubro até o mês de março onde finalmente é consolidada a pré candidatura de Amélia Salviano, fica agora a organização do partido, em abril é eleito no 1º Encontro do PSOL Abreu e Lima, o Diretório Municipal, e referendada a pré candidatura de Amélia Salviano para Prefeita de Abreu e Lima.

Agora é só aguardar, antes os adversários falavam que o PSOL não teria um bom resultado, agora falam que não ganharemos porque não temos dinheiro.

Não precisamos comprar votos, o dinheiro é o minimo, o principal é ouvir o povo e não prometer o que não podemos cumprir, temos de juntos definirmos o que pode e deve ser feito.

PSOL - Um partido necessário!